segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Etta James
Não consigo evitar aquele nó na garganta que me provocam as injustiças sempre que sei que alguém deste gabarito está a lutar contra o filho da puta do costume.
Que me perdoem os mais politicamente correctos, mas com tanta gente que para aí anda, cuja existência é de uma inutilidade absoluta, seria de esperar que aqueles que contribuem para fazer do mundo um sítio melhor - nem que seja com o seu talento ou com a sua arte - fossem poupados a este tipo de sofrimento. Mas não é, de todo, o caso.
A este ponto já me devia ter habituado à ideia cada vez mais óbvia de que isto é tudo aleatório...Mas por algum motivo que me ultrapassa, nunca me habituo e o tal nó na garganta teima em voltar.
Natal 2011 - o rescaldo
- Árvore com luzes a piscar e presépio no meio da sala - check
- Dezenas de prendas compradas e embrulhadas (e posteriormente retiradas de debaixo da árvore e abertas vorazmente pelas crianças) - check
- Muita comida confeccionada - check
- Muita comida ingerida - check
- Sobrinhas contentes e satisfeitas com as prendas, os doces e o dia de Natal em geral (e é isso que faz com que valha a pena) - check
- Sobreviver a mais um Natal - check
E terminada a azáfama que se impõe nestes dias, hoje é que está a ser o dia verdadeiramente difícil...
A trabalhar, mas com pouco que fazer, sobra demasiado tempo para "cair a ficha", para as saudades e para a melancolia que não me permiti parar para sentir.
Bring it on, Ano Novo.
- Dezenas de prendas compradas e embrulhadas (e posteriormente retiradas de debaixo da árvore e abertas vorazmente pelas crianças) - check
- Muita comida confeccionada - check
- Muita comida ingerida - check
- Sobrinhas contentes e satisfeitas com as prendas, os doces e o dia de Natal em geral (e é isso que faz com que valha a pena) - check
- Sobreviver a mais um Natal - check
E terminada a azáfama que se impõe nestes dias, hoje é que está a ser o dia verdadeiramente difícil...
A trabalhar, mas com pouco que fazer, sobra demasiado tempo para "cair a ficha", para as saudades e para a melancolia que não me permiti parar para sentir.
Bring it on, Ano Novo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Crónicas de uma estagiária #1
Quando o rádio do escritório passa o dia todo ligado na Rádio Comercial é praticamente inevitável chegar a meio do dia com vontade de cortar os pulsos, tendo em conta que a Adele é nitidamente a cantora preferida de quem trata das playlists dessa estação.
Entenda-se que eu até aprecio bastante a senhora, mas ouvir o Someone Like You e/ou o Set Fire to the Rain seis a oito vezes por dia é capaz de ser ligeiramente depressivo. Digo eu.
Entenda-se que eu até aprecio bastante a senhora, mas ouvir o Someone Like You e/ou o Set Fire to the Rain seis a oito vezes por dia é capaz de ser ligeiramente depressivo. Digo eu.
Crónicas de uma estagiária (disclaimer)
O que a blogosfera não sabe (e uso o termo blogosfera só para mostrar como estou dentro da terminologia mais in deste meio) é que no ano que passou desde que abandonei este blog à sua sorte, passei de simples desempregada a desempregada pós-graduada/com meio mestrado.
Desta feita, para que num futuro mais ou menos próximo esta designação possa ser actualizada para desempregada Mestre, voltei, quatro anos depois, a ser estagiária não remunerada.
As únicas pequenas diferenças entre este estágio e o primeiro é que desta vez, e ao contrário do que esperava, não estou no estrangeiro, já sei o que é receber um salário ao fim do mês (e o bem que sabe...) e também não estou a trabalhar para a mais importante instituição internacional do mundo.
Tudo detalhes insignificantes que não dificultam em nada a motivação e não conduzem, de todo, a uma quase irresistível vontade de me atirar da varanda por me saber de volta ao estatuto de estagiária pelintra aos 26 anos.
Anyway, serve este intróito para justificar a criação de uma nova - e certamente fascinante - rubrica neste blog recém-ressuscitado. Apresento-vos as novíssimas "crónicas de uma estagiária".
Estou certa de que nos próximos seis meses terei muito material para me servir de inspiração. Não garanto é que tenha piada.
Desta feita, para que num futuro mais ou menos próximo esta designação possa ser actualizada para desempregada Mestre, voltei, quatro anos depois, a ser estagiária não remunerada.
As únicas pequenas diferenças entre este estágio e o primeiro é que desta vez, e ao contrário do que esperava, não estou no estrangeiro, já sei o que é receber um salário ao fim do mês (e o bem que sabe...) e também não estou a trabalhar para a mais importante instituição internacional do mundo.
Tudo detalhes insignificantes que não dificultam em nada a motivação e não conduzem, de todo, a uma quase irresistível vontade de me atirar da varanda por me saber de volta ao estatuto de estagiária pelintra aos 26 anos.
Anyway, serve este intróito para justificar a criação de uma nova - e certamente fascinante - rubrica neste blog recém-ressuscitado. Apresento-vos as novíssimas "crónicas de uma estagiária".
Estou certa de que nos próximos seis meses terei muito material para me servir de inspiração. Não garanto é que tenha piada.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Seriously returning
Passado quase um ano desde o que parecia ser a morte definitiva deste blog, tenho-me visto frequentemente invadida pela vontade de criar um novo espaço onde pudesse voltar a regurgitar os meus devaneios.
Decidida a fazê-lo, resolvi voltar aqui, uma última vez antes de fechar o blog, e dar uma vista de olhos ao que aqui foi escrito. Terminada a leitura e relembrado o propósito e a ideia original que levaram à criação deste Seriously, cheguei à conclusão de que fazia muito mais sentido ressuscitá-lo do que criar um novo.
É que na verdade, ainda que algumas coisas tenham mudado, a minha vida continua imbuida no seu confortável (ou nem tanto) manto de ironia e eu continuo a servir-me do sarcasmo como principal método de catarse.
Assim sendo, aqui estou eu novamente, pronta a voltar a depositar o que me aprouver nestas páginas virtuais, so help us God.
Decidida a fazê-lo, resolvi voltar aqui, uma última vez antes de fechar o blog, e dar uma vista de olhos ao que aqui foi escrito. Terminada a leitura e relembrado o propósito e a ideia original que levaram à criação deste Seriously, cheguei à conclusão de que fazia muito mais sentido ressuscitá-lo do que criar um novo.
É que na verdade, ainda que algumas coisas tenham mudado, a minha vida continua imbuida no seu confortável (ou nem tanto) manto de ironia e eu continuo a servir-me do sarcasmo como principal método de catarse.
Assim sendo, aqui estou eu novamente, pronta a voltar a depositar o que me aprouver nestas páginas virtuais, so help us God.
domingo, 2 de janeiro de 2011
sábado, 18 de dezembro de 2010
Ponto da situação
- Um mês e meio decorrido desde que fiquei descocupada: mandei incontáveis currículos, fui a 8 entrevistas e, até ver, nada de emprego.
- Mestrado a começar no próximo mês: mal posso esperar.
- Prendas de Natal compradas e embrulhadas, sem vontade e por obrigação.
- Próximos passos: árvore de Natal, presépio e começar a cozinhar para o almoço de Natal, que resolvi fazer cá em casa (e agora começo a achar que devia estar com uma grande bebedeira aquando dessa decisão).
- Vontade de celebrar: nenhuma.
- Saudades: avassaladoras.
- Uma interrogação que me ocorre com muita frequência, por estes dias: será que algum dia vou conseguir voltar a gostar do Natal?
- Mestrado a começar no próximo mês: mal posso esperar.
- Prendas de Natal compradas e embrulhadas, sem vontade e por obrigação.
- Próximos passos: árvore de Natal, presépio e começar a cozinhar para o almoço de Natal, que resolvi fazer cá em casa (e agora começo a achar que devia estar com uma grande bebedeira aquando dessa decisão).
- Vontade de celebrar: nenhuma.
- Saudades: avassaladoras.
- Uma interrogação que me ocorre com muita frequência, por estes dias: será que algum dia vou conseguir voltar a gostar do Natal?
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