Esta é a altura do ano em que geralmente se fazem os balanços.
Mas este ano, não me apetece ruminar nas conquistas e nas derrotas. Nos avanços e nos recuos. No bom e no mau do ano que findou.
Este ano, apesar das perspectivas nacionais e mundiais estarem longe de ser animadoras, apetece-me olhar para a frente.
Se tudo correr bem, este será o ano em que terminarei o meu mestrado. Será o ano em que poderei rever alguém que me é muito querido. Será o ano em que continuarei a fazer por mostrar àqueles de quem gosto que são importantes para mim. Será o ano em que vou continuar a sentir a Tua falta todos os dias e em que continuarei a tentar transformar as saudades em força para continuar.
Não acredito em grandes resoluções de ano novo. Apenas em tentar fazer do ano que agora começa o melhor que me seja possível.
Feliz 2012!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Crónicas de uma estagiária #2
Após três semanas de (re)estágio, há uma verdade que se me apresenta com inexorável evidência: já não tenho idade para isto.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Das coisas que (também) me irritam
"Alguém faz o favor de avisar as pessoas da televisão e os responsáveis de marketing de algumas lojas que hoje não é a Black Friday, mas sim o Boxing Day? É que a Black Friday é o dia a seguir ao Thanksgiving (que é celebrado na quarta quinta-feira de Novembro), pelo que, como o nome indica, calha sempre a uma sexta-feira. Obrigada."
A Luna chamou ontem a atenção para esta imbecilidade com a qual eu também tive a infelicidade de me deparar ao ver o Telejornal e ao passar à porta de uma das maiores superfícies comerciais de Lisboa.
Ora bem, penso que todos concordamos que ontem foi segunda-feira, certo? Eu não digo que todos os jornalistas e/ou directores de Marketing deste país tenham de saber de cor os nomes dos feriados internacionais, mas seria de esperar que pelo menos soubessem os dias da semana em inglês, como qualquer criança da 3ª classe, e que, como tal, a palavra friday os levasse a desconfiar que qualquer coisa não estava a bater certo, não?
A Luna chamou ontem a atenção para esta imbecilidade com a qual eu também tive a infelicidade de me deparar ao ver o Telejornal e ao passar à porta de uma das maiores superfícies comerciais de Lisboa.
Ora bem, penso que todos concordamos que ontem foi segunda-feira, certo? Eu não digo que todos os jornalistas e/ou directores de Marketing deste país tenham de saber de cor os nomes dos feriados internacionais, mas seria de esperar que pelo menos soubessem os dias da semana em inglês, como qualquer criança da 3ª classe, e que, como tal, a palavra friday os levasse a desconfiar que qualquer coisa não estava a bater certo, não?
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Etta James
Não consigo evitar aquele nó na garganta que me provocam as injustiças sempre que sei que alguém deste gabarito está a lutar contra o filho da puta do costume.
Que me perdoem os mais politicamente correctos, mas com tanta gente que para aí anda, cuja existência é de uma inutilidade absoluta, seria de esperar que aqueles que contribuem para fazer do mundo um sítio melhor - nem que seja com o seu talento ou com a sua arte - fossem poupados a este tipo de sofrimento. Mas não é, de todo, o caso.
A este ponto já me devia ter habituado à ideia cada vez mais óbvia de que isto é tudo aleatório...Mas por algum motivo que me ultrapassa, nunca me habituo e o tal nó na garganta teima em voltar.
Natal 2011 - o rescaldo
- Árvore com luzes a piscar e presépio no meio da sala - check
- Dezenas de prendas compradas e embrulhadas (e posteriormente retiradas de debaixo da árvore e abertas vorazmente pelas crianças) - check
- Muita comida confeccionada - check
- Muita comida ingerida - check
- Sobrinhas contentes e satisfeitas com as prendas, os doces e o dia de Natal em geral (e é isso que faz com que valha a pena) - check
- Sobreviver a mais um Natal - check
E terminada a azáfama que se impõe nestes dias, hoje é que está a ser o dia verdadeiramente difícil...
A trabalhar, mas com pouco que fazer, sobra demasiado tempo para "cair a ficha", para as saudades e para a melancolia que não me permiti parar para sentir.
Bring it on, Ano Novo.
- Dezenas de prendas compradas e embrulhadas (e posteriormente retiradas de debaixo da árvore e abertas vorazmente pelas crianças) - check
- Muita comida confeccionada - check
- Muita comida ingerida - check
- Sobrinhas contentes e satisfeitas com as prendas, os doces e o dia de Natal em geral (e é isso que faz com que valha a pena) - check
- Sobreviver a mais um Natal - check
E terminada a azáfama que se impõe nestes dias, hoje é que está a ser o dia verdadeiramente difícil...
A trabalhar, mas com pouco que fazer, sobra demasiado tempo para "cair a ficha", para as saudades e para a melancolia que não me permiti parar para sentir.
Bring it on, Ano Novo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Crónicas de uma estagiária #1
Quando o rádio do escritório passa o dia todo ligado na Rádio Comercial é praticamente inevitável chegar a meio do dia com vontade de cortar os pulsos, tendo em conta que a Adele é nitidamente a cantora preferida de quem trata das playlists dessa estação.
Entenda-se que eu até aprecio bastante a senhora, mas ouvir o Someone Like You e/ou o Set Fire to the Rain seis a oito vezes por dia é capaz de ser ligeiramente depressivo. Digo eu.
Entenda-se que eu até aprecio bastante a senhora, mas ouvir o Someone Like You e/ou o Set Fire to the Rain seis a oito vezes por dia é capaz de ser ligeiramente depressivo. Digo eu.
Crónicas de uma estagiária (disclaimer)
O que a blogosfera não sabe (e uso o termo blogosfera só para mostrar como estou dentro da terminologia mais in deste meio) é que no ano que passou desde que abandonei este blog à sua sorte, passei de simples desempregada a desempregada pós-graduada/com meio mestrado.
Desta feita, para que num futuro mais ou menos próximo esta designação possa ser actualizada para desempregada Mestre, voltei, quatro anos depois, a ser estagiária não remunerada.
As únicas pequenas diferenças entre este estágio e o primeiro é que desta vez, e ao contrário do que esperava, não estou no estrangeiro, já sei o que é receber um salário ao fim do mês (e o bem que sabe...) e também não estou a trabalhar para a mais importante instituição internacional do mundo.
Tudo detalhes insignificantes que não dificultam em nada a motivação e não conduzem, de todo, a uma quase irresistível vontade de me atirar da varanda por me saber de volta ao estatuto de estagiária pelintra aos 26 anos.
Anyway, serve este intróito para justificar a criação de uma nova - e certamente fascinante - rubrica neste blog recém-ressuscitado. Apresento-vos as novíssimas "crónicas de uma estagiária".
Estou certa de que nos próximos seis meses terei muito material para me servir de inspiração. Não garanto é que tenha piada.
Desta feita, para que num futuro mais ou menos próximo esta designação possa ser actualizada para desempregada Mestre, voltei, quatro anos depois, a ser estagiária não remunerada.
As únicas pequenas diferenças entre este estágio e o primeiro é que desta vez, e ao contrário do que esperava, não estou no estrangeiro, já sei o que é receber um salário ao fim do mês (e o bem que sabe...) e também não estou a trabalhar para a mais importante instituição internacional do mundo.
Tudo detalhes insignificantes que não dificultam em nada a motivação e não conduzem, de todo, a uma quase irresistível vontade de me atirar da varanda por me saber de volta ao estatuto de estagiária pelintra aos 26 anos.
Anyway, serve este intróito para justificar a criação de uma nova - e certamente fascinante - rubrica neste blog recém-ressuscitado. Apresento-vos as novíssimas "crónicas de uma estagiária".
Estou certa de que nos próximos seis meses terei muito material para me servir de inspiração. Não garanto é que tenha piada.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Seriously returning
Passado quase um ano desde o que parecia ser a morte definitiva deste blog, tenho-me visto frequentemente invadida pela vontade de criar um novo espaço onde pudesse voltar a regurgitar os meus devaneios.
Decidida a fazê-lo, resolvi voltar aqui, uma última vez antes de fechar o blog, e dar uma vista de olhos ao que aqui foi escrito. Terminada a leitura e relembrado o propósito e a ideia original que levaram à criação deste Seriously, cheguei à conclusão de que fazia muito mais sentido ressuscitá-lo do que criar um novo.
É que na verdade, ainda que algumas coisas tenham mudado, a minha vida continua imbuida no seu confortável (ou nem tanto) manto de ironia e eu continuo a servir-me do sarcasmo como principal método de catarse.
Assim sendo, aqui estou eu novamente, pronta a voltar a depositar o que me aprouver nestas páginas virtuais, so help us God.
Decidida a fazê-lo, resolvi voltar aqui, uma última vez antes de fechar o blog, e dar uma vista de olhos ao que aqui foi escrito. Terminada a leitura e relembrado o propósito e a ideia original que levaram à criação deste Seriously, cheguei à conclusão de que fazia muito mais sentido ressuscitá-lo do que criar um novo.
É que na verdade, ainda que algumas coisas tenham mudado, a minha vida continua imbuida no seu confortável (ou nem tanto) manto de ironia e eu continuo a servir-me do sarcasmo como principal método de catarse.
Assim sendo, aqui estou eu novamente, pronta a voltar a depositar o que me aprouver nestas páginas virtuais, so help us God.
domingo, 2 de janeiro de 2011
sábado, 18 de dezembro de 2010
Ponto da situação
- Um mês e meio decorrido desde que fiquei descocupada: mandei incontáveis currículos, fui a 8 entrevistas e, até ver, nada de emprego.
- Mestrado a começar no próximo mês: mal posso esperar.
- Prendas de Natal compradas e embrulhadas, sem vontade e por obrigação.
- Próximos passos: árvore de Natal, presépio e começar a cozinhar para o almoço de Natal, que resolvi fazer cá em casa (e agora começo a achar que devia estar com uma grande bebedeira aquando dessa decisão).
- Vontade de celebrar: nenhuma.
- Saudades: avassaladoras.
- Uma interrogação que me ocorre com muita frequência, por estes dias: será que algum dia vou conseguir voltar a gostar do Natal?
- Mestrado a começar no próximo mês: mal posso esperar.
- Prendas de Natal compradas e embrulhadas, sem vontade e por obrigação.
- Próximos passos: árvore de Natal, presépio e começar a cozinhar para o almoço de Natal, que resolvi fazer cá em casa (e agora começo a achar que devia estar com uma grande bebedeira aquando dessa decisão).
- Vontade de celebrar: nenhuma.
- Saudades: avassaladoras.
- Uma interrogação que me ocorre com muita frequência, por estes dias: será que algum dia vou conseguir voltar a gostar do Natal?
terça-feira, 19 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Nos últimos dias...
Curei a minha gripe, Portugal foi eleito membro não permanente do Conselho de Segurança (clap, clap!), a Selecção ganhou 3-1 aos senhores que andaram a mandar cinzas vulcânicas à gente (que é para aprenderem), anda tudo histérico com o Orçamento de Estado (aprovem lá essa merda e não chateiem), um milhar de sérvios lançou o caos e a violência na cidade de Génova durante, antes e depois de um curtíssimo jogo de apuramento para o Euro 2012 (6 minutos, para ser mais exacta) e 33 mineiros foram libertados com vida, aparentemente saudáveis e em menos de 24 horas depois de 69 dias soterrados a mais de 600 metros (granda Chile!).
E o meu estado de espírito anda exactamente como as notícias dos últimos dias: não sei se ria, não sei se chore.
E o meu estado de espírito anda exactamente como as notícias dos últimos dias: não sei se ria, não sei se chore.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
É oficial
Inaugura-se hoje, neste blog, a época da gripe 2010/2011.
Venham os Brufens, os Maxilases e os chazinhos, so help me God. :S
Venham os Brufens, os Maxilases e os chazinhos, so help me God. :S
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
O melhor do Outono
Há quem diga que são as cores quentes das folhas que caem das árvores ou a melancolia dos dias mais frescos que convida a ficar em casa com uma mantinha e uma lareira em frente...
Mas para mim, mariquices à parte, é a fornada de séries fresquinha e acabada de estrear, que vem directamente dos Estados Unidos a cada Setembro e me permite rever velhos "amigos".
Porque, digam o que disserem, não há má disposição que resista a um Barney Stinson ou carência que não seja suprida pela imagem de um McSteamy.
Mas para mim, mariquices à parte, é a fornada de séries fresquinha e acabada de estrear, que vem directamente dos Estados Unidos a cada Setembro e me permite rever velhos "amigos".
Porque, digam o que disserem, não há má disposição que resista a um Barney Stinson ou carência que não seja suprida pela imagem de um McSteamy.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Da ironia dos 25
Receber 8 livros mesmo muito bons, por ocasião do meu aniversário, e passar metade dos meus dias a ler grandes pérolas como Expresso Empregos, Net Empregos, Bolsa de Emprego, Carga de Trabalhos, Universia Emprego, Michael Page (agência de emprego) e outros autores de renome no panorama do (des)emprego nacional.
Um poço de erudição, é o que é.
Um poço de erudição, é o que é.
25
Seriously? 25?
1/4 de século de vida e tudo por fazer, por concretizar, por viver...
E saudades. Muitas, insuportáveis, irrespiráveis. E a evidência surreal de que cheguei até aqui - a esta idade que era suposto ser um marco de qualquer coisa - sem Ti.
Valem-me as pessoas que tenho a sorte de ter em meu redor e que não permitem que eu veja o copo completamente vazio.
Mais um ano a que sobrevivi, ferida mas inteira.
Que os seguintes sejam melhores - desejo que repito mecanicamente, a cada um que passa, sempre na esperança (cada vez mais esbatida) de que um dia chegará o tal ano melhor.
1/4 de século de vida e tudo por fazer, por concretizar, por viver...
E saudades. Muitas, insuportáveis, irrespiráveis. E a evidência surreal de que cheguei até aqui - a esta idade que era suposto ser um marco de qualquer coisa - sem Ti.
Valem-me as pessoas que tenho a sorte de ter em meu redor e que não permitem que eu veja o copo completamente vazio.
Mais um ano a que sobrevivi, ferida mas inteira.
Que os seguintes sejam melhores - desejo que repito mecanicamente, a cada um que passa, sempre na esperança (cada vez mais esbatida) de que um dia chegará o tal ano melhor.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Não, não é Cansaço...
Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento, Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa
Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento, Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa
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