Ontem foram os teus anos... Mas tu não estiveste cá para os celebrar... Não estiveste e nunca mais estarás e, quanto mais os anos passam e os aniversários se repetem, mais evidente se torna que não faço ideia do que ando a fazer.
A falta que me fazes não cabe neste post, nem num livro, nem numa enciclopédia... Nem sequer cabe dentro de mim.
Aprender a viver sem ti tem sido a coisa mais difícil que alguma vez tive de fazer. E suspeito que não estou a ser muito bem sucedida.
Sinto-me constantemente perdida, sem rumo e não confio nas minhas próprias escolhas.
Dava tudo para poder falar contigo mais uma vez. Para te encher de perguntas e sorver as tuas respostas, sempre certeiras, ainda que muitas vezes eu - estúpida - achasse que não.
É suposto o tempo ajudar a curar, a relativizar, a suavizar... E há alturas em que parece mesmo que ele está a cumprir o seu papel.
Mas depois há outras, como agora, em que me sinto tão desorientada e desarmada que a ideia de ter de continuar a viver e a decidir tudo sem ti me parece quase impossível.
Não era nada disto que eu imaginava quando olhava para o futuro. Um futuro que rapidamente se transformou em presente e que eu não quero para mim. Eu acho mesmo que não merecia chegar a este ponto do caminho assim... Sem respostas nem perspectivas.
Pergunto-me constantemente como seriam as coisas se ainda aqui estivesses. Será que teria feito melhores escolhas e colhido melhores frutos? Será que teria mais certezas e esperanças? Perguntas destinadas a ficar sem resposta e uma única certeza: desde que partiste, tenho o mundo ao contrário.
terça-feira, 3 de abril de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Eu sei que este ano a Primavera até começou um dia mais cedo e que os passarinhos cantam e os pólens das flores andam no ar, mas a mim apetece-me mais mencionar que a senhora que ganhou o Prémio Nobel da Paz anda nitidamente a comer merda às colheres.
Era só isto.
Era só isto.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Coisas que me causam perplexidade
O que passará pela cabeça de alguém que não é psicólogo, sociólogo, psiquiatra, antropólogo ou especialista no tema de nenhuma outra forma, e que tem como único conhecimento de causa o facto de ser homem - e ainda assim nada representativo da maioria das pessoas do mesmo género (espero eu!) - para escrever um livro com o subtítulo "Como perceber a cabeça dos homens?", como se se tratasse de algum guru das relações amorosas, paladino do amor, prestes a resolver os problemas de comunicação de todos os casais e acabar de vez com o flagelo dos corações solitários?!
Deve ser preciso ter uma falta de sentido do ridículo e um grau de narcisismo que considero preocupantes (para o próprio).
Se alguma vez me ocorrer fazer algo do género, por favor dêem-me um tiro na rótula ou mandem-me uma bigorna para cima. O que estiver mais a jeito.
Obrigada.
Deve ser preciso ter uma falta de sentido do ridículo e um grau de narcisismo que considero preocupantes (para o próprio).
Se alguma vez me ocorrer fazer algo do género, por favor dêem-me um tiro na rótula ou mandem-me uma bigorna para cima. O que estiver mais a jeito.
Obrigada.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Crónicas de uma estagiária #4
Faz hoje precisamente 3 meses que iniciei o estágio. Estou portanto exactamente a meio caminho. Resta saber é para onde me levará esse caminho...
Não há perspectivas de poder ficar na empresa e o mercado de trabalho está cada vez mais vazio e desanimador.
A possibilidade de sair daqui depois de acabar o mestrado é cada vez mais real, entusiasmante e simultaneamente aterradora.
Por um lado, a possibilidade de uma experiência internacional com o crescimento pessoal e profissional que isso possa trazer. Por outro, a tristeza de deixar para trás o meu país porque ele já não tem nada para me oferecer.
Tenho mil ideias quanto ao que quero fazer da minha vida e mil dúvidas quanto ao melhor caminho para conseguir pôr qualquer uma delas em prática.
Quanto mais perto dos 30, menos são as certezas que tenho e mais precária e pouco confiável me parece a minha capacidade de decisão.
Releio este texto disconexo e penso para mim: estou fodida.
Não há perspectivas de poder ficar na empresa e o mercado de trabalho está cada vez mais vazio e desanimador.
A possibilidade de sair daqui depois de acabar o mestrado é cada vez mais real, entusiasmante e simultaneamente aterradora.
Por um lado, a possibilidade de uma experiência internacional com o crescimento pessoal e profissional que isso possa trazer. Por outro, a tristeza de deixar para trás o meu país porque ele já não tem nada para me oferecer.
Tenho mil ideias quanto ao que quero fazer da minha vida e mil dúvidas quanto ao melhor caminho para conseguir pôr qualquer uma delas em prática.
Quanto mais perto dos 30, menos são as certezas que tenho e mais precária e pouco confiável me parece a minha capacidade de decisão.
Releio este texto disconexo e penso para mim: estou fodida.
terça-feira, 6 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Estado Laico? Yeah, right...
O António P. fez esta pertinente observação e eu susbscrevo:
Vamos ver se percebi bem:
- o Governo do Pedro e do Paulo já decidiu, sem perguntar a ninguém, que o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro deixaram de ser feriados;
- já para os chamados feriados religiosos estamos pendentes da decisão da Santa Sé.
E eu a pensar que os feriados eram da República.
Enganei-me.
Pois. Parece que nos enganámos todos.
Vamos ver se percebi bem:
- o Governo do Pedro e do Paulo já decidiu, sem perguntar a ninguém, que o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro deixaram de ser feriados;
- já para os chamados feriados religiosos estamos pendentes da decisão da Santa Sé.
E eu a pensar que os feriados eram da República.
Enganei-me.
Pois. Parece que nos enganámos todos.
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